Popularmente
conhecidas como blisters, as bandejinhas termoformadoras
seladas com filme-tampa, amplamente utilizadas no
acondicionamento de pequenas porções
de alimentos oferecidas em hotéis, restaurantes,
companhias aéreas e hospitais, deixam a desejar. É essa
conclusão de uma análise feita pelo
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (Inmetro).
A
empresa submeteu doze produtos, com predominância
de manteigas e geleias, a testes de manuseio por
sessenta consumidores. Somente duas marcas foram
consideradas “boas” ou “muito boas” quanto à facilidade
de abertura da embalagem. “Em geral, todos
os participantes apresentaram experiências
anteriores frustrantes com o produto, relatando que
utilizaram ou utilizam outros objetos (facas, garfos)
no auxílio. “Tanto a dificuldade em
descolar a tampa quanto o fato de ela se rasgar na
tentativa de abri-la levam à necessidade de
auxílio de instrumentos, potencializando o
risco de acidentes”.
Os
resultados da análise foram encaminhadas à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
e ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (MAPA). Segundo o Inmetro, a falta
de segurança verificada recomenda o estabelecimento
de um regulamento técnico compulsório
para o produto, associado à eventual implantação
de um Programa de Avaliação de Conformidade.
Algumas das donas das marcas avaliadas informaram
ao Inmetro que tentarão aprimorar seus produtos
a partir dos resultados do estudo.
Veja
a íntegra do relatório do estudo em
emb.bz/reprovblister
Matéria
publicada originalmente na revista EmbalagemMarca. |